Mensagem do presidente
Continuamos à espera!
Temos vontade e poder de iniciativa, falta-nos o indispensável modelo de crédito.
Aqueles, muitos, que nos têm procurado para habitação, terão de aguardar que o Estado crie, apoie e implemente as necessárias medidas de financiamento.
Apesar do muito que se ouve sobre a necessidade de intervenção das cooperativas no panorama habitacional vigente, a verdade é que vemos retardar a possibilidade de retoma da ação do setor na denominada nova geração de cooperativismo habitacional lançada através da Lei da Assembleia da República nº 56/2023.
Assim, continuamos a não ver sair do papel o desenho e implementação de medidas de política concreta que possibilitem a retoma de construções que favoreçam condições acessíveis de habitação – através de inquilinato cooperativo – para as classes de rendimento médio/baixo e jovens famílias.
Isto apesar de alguns Municípios, como é o caso de Matosinhos onde nascemos e vivemos, se terem já disponibilizado para ceder terrenos para construção cooperativa e apoiar nos projetos e infraestruturas.
E, por isso mesmo, temos sido “vítimas” da pressão social de inúmeros interessados que, com tanto anúncio de medidas e propagandas de apoio, chegam a pensar e até convencer-se que as cooperativas só não avançam porque não querem.
São inúmeros os contatos quotidianos que temos pela procura de informações sobre inscrições para tão desejadas casas, locais, prazos de construção e condições de acesso, a que não podemos nem devemos defraudar expectativas por simples imprecisão informativa.
Temos, de resto, passado informação geral de que as próximas informações para inscrições de acesso a uma habitação cooperativa só poderão ser prestadas quando conhecidos os mecanismos, regras de acesso e normas de funcionamento e que, logo que tal aconteça, de pronto publicaremos nesta página as necessárias informações para todos os interessados.
Até lá, nada mais podemos fazer que continuar a diligenciar, e pugnar, junto de quem de direito, pela urgência na reposição do importante papel que o setor já demonstrou muito bem ser capaz de desenvolver no passado.
Sabemos que o ideal cooperativo acaba por esmorecer sempre que não conseguimos alcançar os resultados desejados, conhecemos o progressivo número de importantes cooperativas do passado que, dia a dia, ficam pelo caminho, pela impraticabilidade de manutenção das suas estruturas, e também não ignoramos que há hoje em dia um certo surto de intenções por potenciais novas cooperativas assente em vontades e necessidades a que aliam certos padrões imaginativos de irrealismo senão ingenuidade.
Pela nossa parte, tudo faremos para tentar prosseguir com a experiência alcançada e a determinação de sempre, assim implementem e nos facultem os meios e instrumentos necessários.
Em abril de 2025, aquando da comemoração do nosso 50º Aniversário, e perante um quadro legislativo que nos fazia antever novas soluções estruturais para o setor, proclamamos: “sete bicas – uma história com futuro”
É pelo futuro que nos propomos continuar a lutar…
Senhora da Hora, setembro de 2026
Guilherme Vilaverde