<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Notícias - C.H.E. &quot;As sete bicas&quot;</title>
	<atom:link href="https://www.setebicas.com/categoria-atualidades/noticias/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://www.setebicas.com/categoria-atualidades/noticias/</link>
	<description>A C.H.E. AS Sete Bicas foi fundada em 1975 com 250 membros, na freguesia da Senhora da Hora e cedo se distinguiu como uma das principais dinamizadoras do sector cooperativo no país.</description>
	<lastBuildDate>Wed, 18 Feb 2026 11:34:35 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-PT</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.7.4</generator>

<image>
	<url>https://www.setebicas.com/wp-content/uploads/2020/12/Captura-de-ecrã-2020-12-01-às-00.29.50.png</url>
	<title>Notícias - C.H.E. &quot;As sete bicas&quot;</title>
	<link>https://www.setebicas.com/categoria-atualidades/noticias/</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>Obra inaugurada aguarda abertura</title>
		<link>https://www.setebicas.com/atualidade/obra-inaugurada-aguarda-abertura/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[setebicas]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 10 Jan 2023 11:30:44 +0000</pubDate>
				<guid isPermaLink="false">https://www.setebicas.com/?post_type=atualidades&#038;p=613</guid>

					<description><![CDATA[<p>&#160; Dada por concluída, devidamente apetrechada e inaugurada em 12 de novembro de 2022, iniciou-se na [&#8230;]</p>
<p>O conteúdo <a href="https://www.setebicas.com/atualidade/obra-inaugurada-aguarda-abertura/">Obra inaugurada aguarda abertura</a> aparece primeiro em <a href="https://www.setebicas.com">C.H.E. &quot;As sete bicas&quot;</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p>Dada por concluída, devidamente apetrechada e inaugurada em 12 de novembro de 2022, iniciou-se na semana seguinte a divulgação pública deste novo equipamento, e bem assim a abertura de inscrições para os primeiros interessados na sua utilização.</p>
<p>Resultou que, de então até final de 2022, a receção de um escasso número de pretensões, insuficiente para o funcionamento e gestão do espaço em condições de necessária sustentabilidade, não possibilitou ainda concretizar a desejada abertura de portas da nova CASA ao serviço da população estudantil deslocalizada das suas terras e famílias.</p>
<p>Das enormes carências conhecidas e sistematicamente propaladas para este tipo de alojamentos, e, ao mesmo tempo, da relação qualidade/preço que a cooperativa aqui conseguiu apresentar, concluímos, entretanto, que, tendo o atraso verificado na conclusão da obra impossibilitado o tempo certo de divulgação em tempo, foram perdidas as inscrições e matrículas dos potenciais interessados para o presente ano letivo.</p>
<p>Daí que, não sendo de todo adequada uma abertura parcial ou para fins alternativos, há agora que preparar, com mais tempo e condições de informação mais bem direcionada, idealmente junto das Escolas mais próximas, a sua efetiva abertura e funcionamento em plenas condições de qualidade para o seu arranque no próximo ano letivo de 2023/24.</p>
<p>Está, assim, desde já em curso, um trabalho de aproximação às Direções das Escolas mais próximas e respetivas Associações de Estudantes, visando a melhor informação do espaço e o encontro de interesses para uma saudável parceria de cooperação neste âmbito.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Guilherme Vilaverde</p>
<p>Janeiro de 2023</p>
<p>O conteúdo <a href="https://www.setebicas.com/atualidade/obra-inaugurada-aguarda-abertura/">Obra inaugurada aguarda abertura</a> aparece primeiro em <a href="https://www.setebicas.com">C.H.E. &quot;As sete bicas&quot;</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Guilherme Vilaverde recebe Prémio Honra à Carreira – Honra Personalidade da Economia Social 2025</title>
		<link>https://www.setebicas.com/atualidade/sete-bicas-retoma-atividade-de-teatro/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[setebicas]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 10 Jan 2023 10:07:23 +0000</pubDate>
				<guid isPermaLink="false">https://www.setebicas.com/?post_type=atualidades&#038;p=610</guid>

					<description><![CDATA[<p>Porto acolheu Cerimónia Pública Solene do Prémio Cooperação e Solidariedade António Sérgio A Biblioteca Municipal Almeida [&#8230;]</p>
<p>O conteúdo <a href="https://www.setebicas.com/atualidade/sete-bicas-retoma-atividade-de-teatro/">Guilherme Vilaverde recebe Prémio Honra à Carreira – Honra Personalidade da Economia Social 2025</a> aparece primeiro em <a href="https://www.setebicas.com">C.H.E. &quot;As sete bicas&quot;</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong><em>Porto acolheu Cerimónia Pública Solene do Prémio Cooperação e Solidariedade António Sérgio</em></strong></p>
<p>A Biblioteca Municipal Almeida Garrett, no Porto, acolheu no passado dia 5 de fevereiro de 2026 a Cerimónia Pública Solene de entrega do Prémio Cooperação e Solidariedade António Sérgio 2025. A iniciativa, promovida pela CASES – Cooperativa António Sérgio para a Economia Social, visa reconhecer e valorizar contributos relevantes para o desenvolvimento da Economia Social em Portugal.</p>
<p>No contexto do Ano Internacional das Cooperativas 2025, a CASES reforçou o alcance deste Prémio com a criação de duas novas distinções: <strong>Cooperativa do Ano – Excelência e Sustentabilidade</strong> e o <strong>Prémio de Honra Entidade Amiga das Cooperativas 2025</strong>, sublinhando o papel determinante do cooperativismo no desenvolvimento económico e social e o seu contributo para a construção de uma sociedade mais sustentável e inclusiva.</p>
<p>A cerimónia ficou ainda marcada pela homenagem ao <strong>Presidente da Cooperativa Habitação Económica “As Sete Bicas”, Guilherme Vilaverde</strong>, distinguido com o <strong>Prémio Honra à Carreira – Honra Personalidade da Economia Social 2025</strong>, em reconhecimento pelo seu percurso, dedicação e contributo excecional para a promoção e valorização das Cooperativas em Portugal. Esta distinção resultou de uma nomeação apresentada pela <strong>FENACHE</strong>, refletindo o amplo reconhecimento do seu trabalho e do impacto positivo da sua ação no setor.</p>
<p>A Direção</p>
<p>Fevereiro de 2026</p>
<p>O conteúdo <a href="https://www.setebicas.com/atualidade/sete-bicas-retoma-atividade-de-teatro/">Guilherme Vilaverde recebe Prémio Honra à Carreira – Honra Personalidade da Economia Social 2025</a> aparece primeiro em <a href="https://www.setebicas.com">C.H.E. &quot;As sete bicas&quot;</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Residência Universitária “Casa do Estudante”</title>
		<link>https://www.setebicas.com/atualidade/sete-bicas-inaugura-casa-do-estudante/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[master]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 08 Nov 2022 00:26:29 +0000</pubDate>
				<guid isPermaLink="false">https://www.setebicas.com/?post_type=atualidades&#038;p=542</guid>

					<description><![CDATA[<p>Residência Universitária “Casa do Estudante” Agenda já uma visita! Esperamos por ti! Queremos que a nossa [&#8230;]</p>
<p>O conteúdo <a href="https://www.setebicas.com/atualidade/sete-bicas-inaugura-casa-do-estudante/">Residência Universitária “Casa do Estudante”</a> aparece primeiro em <a href="https://www.setebicas.com">C.H.E. &quot;As sete bicas&quot;</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Residência Universitária “Casa do Estudante”</p>
<p>Agenda já uma visita! Esperamos por ti!</p>
<p>Queremos que a nossa “Casa” seja a tua casa…</p>
<p>A Casa do Estudante é um espaço onde te vais sentir tão confortável como em tua casa, implementada num edifício totalmente recuperado, que tem uma área exterior bastante agradável, situa-se na Alameda Azenha de Cima, 105, Senhora da Hora, em frente à estação de metro Pedro Hispano, na Senhora da Hora, permitindo-te que chegues com facilidade a qualquer ponto da cidade do Porto. Excelentemente localizada, está perto de transportes públicos, serviços, comércio, etc.</p>
<p>Na nossa Casa, está tudo pensado para te ajudar a manter-te focado nos teus estudos enquanto a nossa equipa se encarrega de tudo o resto.</p>
<p>Dispomos de 21 camas distribuídas por quartos duplos, triplos e um quádruplo e respetivas áreas de serviços e de lazer, tais como sala de convívio e zonas de estudo onde poderás socializar, divertires-te e fazer novas amizades.</p>
<p>Os preços variam entre os 270€ e os 300€ (valores para o ano letivo 23/24) já com uma variedade de serviços incluídos na tua renda: despesas como água, eletricidade e internet, ar condicionado, roupa de cama e banho, limpeza diária com mudança semanal de roupas de cama e banho e sistema de vídeo vigilância.</p>
<p>Na nossa página estão publicadas todas as caraterísticas, normas regulamentares e condições de candidatura e de acesso à condição de residente da nossa Casa do Estudante, pelo que só tens de explorar o nosso site e entrares em contacto connosco, podes fazê-lo preenchendo uma ficha de candidatura ou contactando-nos para os nossos serviços através dos números de telefone 22 957 83 50/916 606 338.</p>
<p>Esperamos por ti.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Senhora da Hora, janeiro de 2024</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O conteúdo <a href="https://www.setebicas.com/atualidade/sete-bicas-inaugura-casa-do-estudante/">Residência Universitária “Casa do Estudante”</a> aparece primeiro em <a href="https://www.setebicas.com">C.H.E. &quot;As sete bicas&quot;</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Manifesto Cohousing</title>
		<link>https://www.setebicas.com/atualidade/manifesto-cohousing/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[master]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 25 Oct 2020 22:57:42 +0000</pubDate>
				<guid isPermaLink="false">http://www.setebicas.com/?post_type=atualidades&#038;p=92</guid>

					<description><![CDATA[<p>FENACHE – Federação Nacional de Cooperativas de Habitação Económica e HAC.ORA Portugal Sénior Cohousing Association apresentam [&#8230;]</p>
<p>O conteúdo <a href="https://www.setebicas.com/atualidade/manifesto-cohousing/">Manifesto Cohousing</a> aparece primeiro em <a href="https://www.setebicas.com">C.H.E. &quot;As sete bicas&quot;</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>FENACHE – Federação Nacional de Cooperativas de Habitação Económica e HAC.ORA Portugal Sénior Cohousing Association apresentam o MANIFESTO COHOUSING SÉNIOR, com o objetivo de dar a conhecer e fomentar o desenvolvimento deste novo modelo de vida, solicitar o seu reconhecimento e o<br>devido apoio da parte da ADMINISTRAÇÃO CENTRAL E LOCAL, e a sua difusão como alternativa para um envelhecimento ativo e para o problema da habitação jovem a custos acessíveis.</p>



<p>O COHOUSING consiste na criação de uma comunidade colaborativa e autogestionária em torno dos interesses e necessidades dos seus membros, sendo formado por unidades habitacionais privativas e espaços comuns para compartilhar atividades, serviços e cuidados.</p>



<p>O COHOUSING visa potenciar um sistema de convivência que permite viver em maturidade, com vitalidade e através de laços de solidariedade, com independência e autonomia, sem representar uma carga económica para o Estado e para sociedade.</p>



<p>É uma solução que emana da sociedade civil, desenvolvida por população sénior e menos sénior, para assim fazer frente ao problema do crescente envelhecimento e das alterações sociais que enfrenta a população em geral, com a ambição de um novo modelo alternativo para os que queiram viver de maneira ativa, em companhia e com motivação.</p>



<p>As iniciativas COHOUSING visam, especialmente, a promoção de condições para o melhor envelhecimento ativo, o desenvolvimento da solidariedade intergeracional e a promoção e defesa da dignidade das pessoas no seu acesso à habitação.</p>



<p>Pelo papel histórico das COOPERATIVAS DE HABITAÇÃO e experiência acumulada em mais de quarenta anos de atividade de promoção e gestão de habitações e equipamentos sociais de custos controlados, considera-se fundamental o especial reconhecimento e estímulo da viabilidade do COHOUSING EM SISTEMA COOPERATIVO e de outras entidades associativas não especulativas.</p>



<p>Para tal objetivo, os subscritores reclamam a necessidade de um quadro legal e regulamentar especificamente focado na conceção e construção de empreendimentos COHOUSING, e bem assim a indispensável definição e promoção de mecanismos de incentivo e apoio técnico, financeiro e de fiscalidade que favoreçam e apoiem uma ação inovadora neste domínio.</p>



<p>As entidades subscritoras solicitam que, na concretização da LEI DE BASES DA HABITAÇÃO, seja adequadamente definida e implementada legislação normativa que estabeleça as bases indispensáveis ao desenvolvimento do COHOUSING com o apoio do Estado, de nível Central e Local.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://www.setebicas.com/atualidade/manifesto-cohousing/">Manifesto Cohousing</a> aparece primeiro em <a href="https://www.setebicas.com">C.H.E. &quot;As sete bicas&quot;</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Habitação Cooperativa</title>
		<link>https://www.setebicas.com/atualidade/habitacao-cooperativa/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[master]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 25 Oct 2020 22:57:22 +0000</pubDate>
				<guid isPermaLink="false">http://www.setebicas.com/?post_type=atualidades&#038;p=90</guid>

					<description><![CDATA[<p>Os primeiros passos do MCH (movimento cooperativo habitacional) em Portugal foram dados em dezembro de 1974. [&#8230;]</p>
<p>O conteúdo <a href="https://www.setebicas.com/atualidade/habitacao-cooperativa/">Habitação Cooperativa</a> aparece primeiro em <a href="https://www.setebicas.com">C.H.E. &quot;As sete bicas&quot;</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Os primeiros passos do MCH (movimento cooperativo habitacional) em Portugal foram dados em dezembro de 1974. Ainda o 25 de abril era criança quando surgiu a primeira legislação de enquadramento e apoio do setor, fruto da revolução dos cravos que veio dar muita esperança a todo um povo ávido de melhores dias.</p>



<p>Apesar dos ventos favoráveis que então sopravam, não foram nada fáceis os primeiros momentos e caminhos trilhados pelos que ousaram trabalhar pela causa. As necessidades de uma casa condigna eram mais que muitas, a vontade que muitos tiveram em fazer parte das novas possibilidades e soluções também, mas as dificuldades resultantes da inexperiência dominante para tão complexa tarefa mostraram-se bem difíceis de ultrapassar.</p>



<p>Muito paulatinamente foi, porém, possível, primeiro a poucos e logo a muitos, ir em frente e em bom caminho com os respetivos processos iniciais. Assim, rapidamente se constituíram e legalizaram algumas dezenas de cooperativas de norte a sul, se conseguiam do Estado os primeiros financiamentos para projetos e obras e, a partir de 1976, a importante ação do poder local democrático foi acrescentando o que, fundamentalmente, faltava: &#8211; terrenos acessíveis para construção e apoio na realização das indispensáveis obras de infraestruturas.</p>



<p>Passaram então a nascer casas, muitas casas, fruto da iniciativa cooperativa que progressivamente florescia. As pessoas tinham o problema da falta de casa, mas para a obter dispuseram-se, também, a fazer parte da solução.</p>



<p>Disponibilizaram e concentraram, muitas vezes a partir de magros rendimentos disponíveis, as suas pequenas poupanças com alta taxa de esforço, e fizeram uma brilhante aprendizagem participativa, organizativa, democrática e cívica.</p>



<p>As casas das cooperativas não eram apenas mais baratas, eram também muito melhores. Aprendeu-se muito com algumas boas práticas oriundas do norte da europa que á época eram a grande escola do cooperativismo: &#8211; “a casa cooperativa” começava mesmo fora das suas quatro paredes, logo no espaço e jardim envolvente do prédio e sobretudo nas áreas a criar e desenvolver destinadas a apoio social, lazer, desporto, cultura e recreio dos residentes.</p>



<p>Estas seriam, foram mesmo, e são ainda hoje, casas bem distintas das demais, sejam do setor público ou privado.</p>



<p>Em resultado do trabalho de organização e apoio da FENACHE e das cerca de 300 cooperativas que chegaram a operar no setor, foi alcançado um volume e ritmo de construção que, nalguns períodos, chegou a atingir as 12.000 casas/ano. O balanço global deste magnifico trabalho saldou-se em perto de 200.000 casas de que beneficiaram igual número de famílias.</p>



<p>No plano conceptual do sistema nem tudo correu da melhor forma. O modelo desenvolvido em maior escala acabou por cair num certo desvirtuamento quando se passou do mero uso da casa á sua posse efetiva em propriedade plena. Para além (da sempre forte) questão cultural inerente, os mecanismos de financiamento individual á compra de casa própria a isso inevitavelmente conduziriam.</p>



<p>Deixou-se, assim, de poder falar de um “parque habitacional cooperativo”, mas de canalizar a produção cooperativa para o tradicional “parque habitacional de propriedade individual”.</p>



<p>E isto foi o que fez toda a diferença.</p>



<p>A primeira fase de “uso social da habitação” – em que esta se manteria sempre propriedade da cooperativa &#8211; deu então lugar á passagem dos membros cooperadores para um novo “movimento de proprietários”, na medida em que se tornaram donos individuais do seu uso, e logo posterior destino como uma “mercadoria” e não de um bem de uso social.<br>Assim, aquilo que hoje poderia ser um “excelente parque habitacional cooperativo” gerido pelo próprio movimento e capaz de poder alavancar soluções de alojamento acessível para “novos públicos de utilizadores sociais” tornou-se, progressivamente, em instrumento de comercio fácil e lucrativo para os que, sem controle possível, passaram a livremente transacionar a sua casa cooperativa.</p>



<p>Veio, depois, a crise financeira e económica do início do século, que fez sucumbir o mercado imobiliário em geral e também o que restava do setor cooperativo em termos de potencialidade e capacidade construtiva. Remanesceram apenas (e muito bem) aquelas que, empenhada e denodadamente, se lançaram na construção e gestão de amplos e diversificados serviços de resposta social aos membros e comunidades envolventes, em áreas que vão desde o apoio á infância, cultura, ensino, desporto, lazer até á terceira idade.</p>



<p>E o que fazer agora, com todo este capital de experiência acumulada, para que as cooperativas possam, de novo, constituir uma boa fonte de resposta às atuais (e brutais) debilidades do mercado da habitação, por forma a que possamos fazer jus ao título: HABITAÇÃO COOPERATIVA – porque sim!</p>



<p>Haverá, assim queira quem manda, a possibilidade de reeditarmos uma nova fase de ação do movimento cooperativo, conjugando agora da melhor forma as boas práticas e experiências vividas com um novo enquadramento legal de posse da habitação para mero uso, adotando e regulando adequadas modalidades de arrendamento e, desejavelmente, através da possibilidade de adoção da figura jurídica “cooperativa de interesse público”, cuja legislação vigente estabelece já regulação nas chamadas régie-cooperativas.</p>



<p>Esta seria, digo, deveria mesmo ser, a figura jurídica e social melhor apropriada para o novo desígnio da ação do Governo na resposta pública necessária a combater a crise da habitação, a solução que possibilitaria ás cooperativas assim constituídas e organizadas, devidamente enquadradas e reguladas, aceder aos patrimónios públicos existentes como terrenos e/ou edificações hoje sem qualquer utilidade e por isso obsoletas, porque desnecessárias aos seus fins e usos iniciais, quer sejam pertença do Estado Central e suas dependências ou das próprias Autarquias Locais.</p>



<p>Há, assim, que conseguir obter e saber concentrar as necessárias condições e todas as energias que nos possibilitem “um novo tempo e espaço para intervenção do setor cooperativo” no importante desígnio nacional do combate às tremendas carências da habitação existentes nos tempos que correm…</p>



<p>Por isso dizemos: Habitação Cooperativa – porque sim!</p>
<p>O conteúdo <a href="https://www.setebicas.com/atualidade/habitacao-cooperativa/">Habitação Cooperativa</a> aparece primeiro em <a href="https://www.setebicas.com">C.H.E. &quot;As sete bicas&quot;</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
